quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Heimweh.

Há um ano atrás, escrevi aqui algo sobre aeroportos, despedidas e a expectativa do novo. Hoje, trezentos e sessenta e oito dias depois e agora do outro lado do oceano, reler esse texto me parece vir muito a calhar. Naquele tempo, não fazia ideia do que me aguardava... Com o atrevimento de citar a mim mesma, copio essas palavras: "Quando sou eu quem está viajando, desperta-se a expectativa do novo, o frio na barriga na hora da decolagem que também revela o embrulho no estômago por estar buscando novas vivências." E aqui estou, na Alemanha, sentindo o tal embrulho no estômago. Buscando o novo, tentando aprender esse idioma tão complicado e algo de meu curso e, de um modo geral, querendo conhecer o mundo, descobrir coisas e me surpreender. Tantas são as razões que me fazem adorar essa viagem de intercâmbio, mas naturalmente bate quandoemvez uma vontade de recorrer àquilo que já é de muito familiar, conhecido, comum, de casa. Hoje, na classe, perguntei a meu professor em um alemão meio atrapalhado se existia uma palavra parecida com saudade, em português, uma palavra que representasse aquela falta que se sente de casa. Heimweh, ele me disse. Taí uma palavra importante de se saber falar em um idioma que não o meu.

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