Já deve ter ficado um saco pra quem me lê (se é que existe alguém capaz de realmente me ler) esse uso desenfreado de citações e frases e versos e pensamentos que não seriam exatamente meus, mas que, na realidade, são sim muito meus, apenas não de minha autoria. O fato é que achei um arquivo do bloco de notas com uma série de textos que garimpei tempo desses em blogs e músicas perdidas; algumas, guardei porque vivia uma fase relativamente boa, embora tivesse consciência de seu prazo de validade, e no momento não se encaixavam. Outras, simplesmente salvei pela covardia de mostrar a quem queria - melhor assim.
"Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada... Às vezes quero crer mas não consigo, é tudo uma total insensatez, aí pergunto a Deus: escute, amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez? Não há pra quê chorar por um amor que já morreu. Deixa pra lá, eu vou, adeus; meu coração já se cansou de falsidade... E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior. E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer. Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Eu gosto de gostos, eu gosto de pele, de cheiro, de amor verdadeiro."
perdão a quem citei sem dar os devidos créditos; pelo menos coloquei aspas..
ouvindo: Santa Chuva - Marcelo Camelo - totalmente compatível com Recife por esses dias...
De maneira geral, são frases que eu sabia terem alguma utilidade pra mim algum dia, mesmo como placebo. E é chato, eu sei, referir-me sempre ao mesmo assunto, aquela mesma ladainha imbecil de quem não vira o disco - mesmo sendo este um belo d'um pirata arranhado -, mas sinto ter chegado a hora de colocar pra fora, dar alguma utilidade a essas coisas guardadas - no HD do computador e na minha cabeça. As fontes são tantas e tão diferentes entre si, e mesmo assim dá pra fazer um texto corrido surpreendentemente coeso. Então, lá vai:
"Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada... Às vezes quero crer mas não consigo, é tudo uma total insensatez, aí pergunto a Deus: escute, amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez? Não há pra quê chorar por um amor que já morreu. Deixa pra lá, eu vou, adeus; meu coração já se cansou de falsidade... E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior. E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer. Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Eu gosto de gostos, eu gosto de pele, de cheiro, de amor verdadeiro."
perdão a quem citei sem dar os devidos créditos; pelo menos coloquei aspas..
ouvindo: Santa Chuva - Marcelo Camelo - totalmente compatível com Recife por esses dias...
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