sábado, 12 de junho de 2010

Love is just a game

Relutei muito antes de decidir escrever um texto sobre o tão falado dia dos namorados: não queria fazer parte nem do grupo dos que tão na vibe de achar tudo lindo e celebrar, tampouco dos mal-amados que dizem se tratar de uma estratégia publicitária só porque não vão ganhar chocolate e presente. Então, presa no meio termo, resolvi apenas falar sobre experiências que me fizeram perceber que, no final das contas, não importa muito o apego a uma data, e sim o que se passa aqui dentro.
Já me forcei a achar lindo um jantar de dia dos namorados enquanto sofria por dentro, tentando comemorar um amor já definhado. De outra vez, me senti péssima e com a auto-estima lá embaixo por não ter alguém pra ligar logo de manhã dizendo "bom dia, amor, feliz dia nosso". Hoje, penso que nada disso, nenhum desses sentimentos antagônicos tem valor em si mesmos. Não é questão de assumir solteirisse ou algo do tipo, acho que passa muito por estar bem com você mesmo, independente de ser doze de junho, catorze de agosto ou vinte e nove de novembro. E, pra isso, fazendo uma referência meio Sex and the City, falo aqui das minhas amigas, porque seremos each other's soulmates nesse dia e em todos os outros que precisarmos. Parei, hoje, pra desviar um pouco o olhar e prestar atenção em tantas outras coisas e pessoas que me fazem feliz e me completam sem a menor necessidade de angústia pra reservar mesa em restaurante ou dar presente em formato de coração. É lindo ser uma "mal-amada" que se sente, sim, muito amada por quem realmente importa.
Como bizarra que sou, tenho umas playlists no iTunes para cada variação de humor (me conhecendo, não tem playlist musical suficiente pra tantos moody swings), de modo que criei a "luvluvluv" pros dias mais românticos e, dia desses, a "I Hate Valentine's Day". Isso tudo pra dizer que, na última, tem uma música com versos bem elucidativos: "Love is just a game, broken all the same and I will get over you. Love is just a lie, happens all the time, swear I know this much is true", disse o The Magic Numbers se encaixando nessa fase cética do meu coração. E é isso mesmo, a gente vive em função do amor, da busca, da construção do carinho, mesmo sabendo estar tudo isso fadado ao fim, ao achar e perder, machucar-se e conviver depois com as cicatrizes (e por que não rir delas?), over and over again. Carregar em si o peso de tantas experiências vividas, tantos motivos pra sorrir e chorar e, principalmente, amadurecer.
Aí vem Jeff Buckley, pra quem pago pau a qualquer época, e diz que "Sometimes a man gets carried away when he feels like he should be having his fun and much too blind to see the damage he's done; Sometimes a man must awake to find that, really, he has no one" e, ah, acho que esses versos falam por si sós. Botton line is, desconsiderando minha agora frequente falta de eloqüência, é tudo uma questão de sentir-se permanentemente em Valentine's Day. Como não tô nessa, e nem na de solteira-na-balada-vamo-caçar, que faço? Vou roer na casa das amigas, essas sim minhas metades! Hahaha. Então, parabéns pra quem ainda tem fé e vê coragem no amor, porque hoje quero cantar "All by myself", me empanturrar de sorvete e, ainda assim, sentir-me feliz com o que/quem tenho!

2 comentários:

  1. Adorei seu texto Biba, creio que eu posso dizer o mesmo que você, e hoje, eu defendo a minha bandeira da solteirice, pois quando paro pra pensar...
    Não é preciso reservar uma mesa em restaurante hauhauahu

    Saudades de tu :*

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  2. lindolindolindo. ai caramba porque eu nao consigo olhar tanto assim pra mim mesma sem me sentir mal? haha adoray, bee. coraçãozinho pra voce, se pudesse favoritar o post

    to meio desconexa hj, oi

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