É como se eu tivesse em mim encrustados todos os sentimentos e pensamentos possíveis, mas tivesse que reduzi-los umas trinta milhões de vezes pra poder dar continuidade à construção do que eu deveria ser. E mesmo sentindo o tremendo peso da dúvida, eu continuo reprimindo essa explosão sensorial pra evitar a queda de uma altura que talvez não suportasse. Por mais que isso soe incrivelmente auto-destrutivo, não é, tem mesmo muito de poesia. Saborosa sensação. Não adianta negar, as mudanças que acontecem quando menos as queremos são as mais impactantes e difíceis de serem esquecidas ou revertidas. As luzes e as palmas já são o bastante pra quem quer se enganar, e assim não há motivos pra se orgulhar... Aí, me sinto dividida entre uma passional vontade de experiência e a usual/acomodada posição relutante. Sei que eu sou agoniado, a minha dor é de esperar. Na verdade, toda vez é isso, basta parar pra pensar: a vida inteira é esse conflito direto de tudo que poderia ser, tudo que eu poderia ser mas, por força de todos os elementos que sou incapaz de controlar, não sou. Você pode repetir as letras e até mudá-las de lugar; mas todo esse questionamento é latente, e aqui permanece. Até quando?
p.s.: tenho percebido uma inexplicável semelhança entre o que sinto e os versos sabiamente escritos por felipe s. - vide mombojó. talvez seja momento para experimentar uma overdose desses versos tão reconfortantes. afinal, alegre ou triste, o que é que vai mudar em mim?
8Minar - Mombojó.
"finjo não te entender; para não sentir vontade de chorar, te aperto em minha dor.."
p.s.: tenho percebido uma inexplicável semelhança entre o que sinto e os versos sabiamente escritos por felipe s. - vide mombojó. talvez seja momento para experimentar uma overdose desses versos tão reconfortantes. afinal, alegre ou triste, o que é que vai mudar em mim?
8Minar - Mombojó.
"finjo não te entender; para não sentir vontade de chorar, te aperto em minha dor.."
É complicado ficar num impasse entre algo que não controlas e aquilo que é sempre aquilo, não muda.
ResponderExcluirEu tenho isso também, mas ultimamente estou preferindo não me controlar tanto, deixar que saia tudo que guardo aqui dentro.
Acho que já me controlei o bastante para algumas pessoas e sinceramente tem me faltado paciência com esses seres, então saio logo da órbita do imutável, pego um foguete sem medo.
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ResponderExcluirfato é que, alegres ou tristes, na essência continuamos os mesmos. estamos fadados a um destrutivo autoconhecimento.
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