Até pra dar uma amenizada nas temáticas sentimentalóides que andavam rolando por aqui, resolvi falar sobre uma coisa, ou melhor, sobre um lugar que talvez seja um dos meus favoritos: o aeroporto. Não sei explicar racionalmente o porquê desse refúgio, mas aeroportos de uma maneira geral muito me dizem. Quando sou eu quem está viajando, desperta-se a expectativa do novo, o frio na barriga na hora da decolagem que também revela o embrulho no estômago por estar buscando novas vivências. São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e é a mesma sensação toda santa vez: o congelamento dentro do corpo, a excitação pelo que estava/está por vir.
De todo modo, o simples fato de ir ao aeroporto sem passagens compradas ou bagagem a tiracolo me dá uma inexplicável paz de espírito. Ainda que carregada da tristeza por deixar alguém querido ir embora, a situação toda, o abraço derradeiro na frente do portão de embarque é capaz de revelar muito sobre sentimentos verdadeiros. Nos poucos minutos que antecedem a última chamada para embarque imediato, devemos agir rapidamente e deixar apenas as palavras importantes chegarem a seu destino: nesse momento, diz-se somente o essencial, o "te cuida, boa viagem, sentirei saudades" que comprova a importância daquela pessoa na nossa vida e o buraco instaurado enquanto ela está ausente.
De todo modo, o simples fato de ir ao aeroporto sem passagens compradas ou bagagem a tiracolo me dá uma inexplicável paz de espírito. Ainda que carregada da tristeza por deixar alguém querido ir embora, a situação toda, o abraço derradeiro na frente do portão de embarque é capaz de revelar muito sobre sentimentos verdadeiros. Nos poucos minutos que antecedem a última chamada para embarque imediato, devemos agir rapidamente e deixar apenas as palavras importantes chegarem a seu destino: nesse momento, diz-se somente o essencial, o "te cuida, boa viagem, sentirei saudades" que comprova a importância daquela pessoa na nossa vida e o buraco instaurado enquanto ela está ausente.
Muito mais numerosas do que os bilhetes comprados em meu nome são as lembranças que guardo de momentos assim, nos quais fica atestada a representatividade exata das pessoas que deixo, não para saírem de minha vida, mas para encontrarem outros modos de se fazerem presentes. Distância está bem longe de ser determinada por fatores geográficos, disso sei bem.
Que as despedidas tragam lágrimas, sim. E que sirvam, antes de mais nada, para nutrir a expectativa do reencontro. O buraco outrora fincado no peito é instantaneamente curado, em um preenchimento ainda mais realizador. Mal posso esperar pela próxima oportunidade de ouvir aquele "Flight number zeroeightfiveseven from..." dito no inglês mais amador e ao mesmo tempo confortante ever!
"distante é mais do que um lugar. Me escondo onde seus passos dormem sem mim..."
ResponderExcluirAté hoje não lembro de nenhuma vez integralmente agradável que fui ao aeroporto. Longas histórias com desfechos relativamente negativos.
Aeroporto sempre me dá essa sensação de Encontros e Desencontros. Sempre fico reparando na cara das pessoas, como os rostos são bem diferentes. O sorriso de uma chegada e o sorriso de uma despedida. As sensações tão opostas, de um andar para outro.
ResponderExcluirSempre que chego no Aeroporto, me lembra uma coisa que Vinicius de Moraes disse: "A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros durante a vida."