Olha, pra tornar melhor a existência nesse mundo cão da gente, é preciso colocar na cabeça (ainda que na marra) que, no final das contas, as pessoas só estão mesmo preocupadas com elas mesmas e não adianta esperar nada além disso. Não que esse egoísmo seja de todo ruim, é preciso mesmo valorizar a si próprio, e saber que tá cada um por si já ajuda a evitar algumas decepções. No meu caso, no entanto, essa parece ser uma ideia quase impossível de assimilar. Já falei por aqui algumas vezes sobre como expectativas e o posterior desmonoramento delas me afetam e sobre como é necessário mantê-las lá embaixo, e esse ainda me parece ser um assunto inesgotado. Talvez esse tema se repita por eu nunca ter encontrado alguém que me trouxesse segurança quanto a isso. Nem mesmo a referência familiar, acho até. O fato é que persisto no erro de acreditar que as coisas poderiam ser mais como espero/alimento/prevejo. Pode soar mimado, e de fato o é, mas eu não ia reclamar se as coisas ocorressem um pouco como eu gostaria, se algumas pessoas pudessem perceber que o mundo não gira ao redor do próprio umbigo, e que é muito fácil tratar alguém bem porque agora é conveniente, mas depois desprezar porque well, não era bem o que pensava. E de nada adianta reclamar, espernear ou conversar: consideração é uma coisa impossível de ser cobrada. Não consigo me imaginar mendigando de alguém atençãoconfiançaconsideraçãorespeito, mesmo depois de um esforço tremendo pra essas coisas serem construídas e tornadas sólidas.
Eu adoro quando converso com alguém e escuto uma frase que, mesmo na hora não tendo muito valor, passa a fazer muito sentido depois. E foi o que aconteceu dia desses, depois de conversar com um amigo e me dar conta de que, pra atravessar essas situações sem maiores aperreios, não adianta também ser igualmente egoísta e transferir o problema pros outros. A mudança tem que ser em mim. Claro que não é fácil, palavras são muito bonitas e na prática não é bem assim, a escolha de passar por essas situações não é unicamente minha. Se tenho o condão de simplesmente não me importar quando as expectativas são frustradas? Racionalmente, eu responderia que sim. Realisticamente? Quase nunca.
Eu adoro quando converso com alguém e escuto uma frase que, mesmo na hora não tendo muito valor, passa a fazer muito sentido depois. E foi o que aconteceu dia desses, depois de conversar com um amigo e me dar conta de que, pra atravessar essas situações sem maiores aperreios, não adianta também ser igualmente egoísta e transferir o problema pros outros. A mudança tem que ser em mim. Claro que não é fácil, palavras são muito bonitas e na prática não é bem assim, a escolha de passar por essas situações não é unicamente minha. Se tenho o condão de simplesmente não me importar quando as expectativas são frustradas? Racionalmente, eu responderia que sim. Realisticamente? Quase nunca.